10 Dicas Básicas de Manutenção para Moto

“Realizar essas dicas básicas de manutenção na sua moto, certamente a deixará em dia e evitará acidentes.”

Manutenção Metal Omega
Manutenção Metal Omega

Você adquiriu sua moto, um veículo que te carregará para o seu destino numa velocidade consideravelmente alta, velocidade tal que por uma falha de manutenção pode ocasionar um grave acidente. Para tal, é necessário muito cuidado, por isso, essas dicas de básicas manutenção para moto, servirá para evitar surpresas. São elas: bateria, cabos, corrente, filtro de ar, freios, óleo de motor, pneus, vela de ignição, óleo de bengala e lubrificação de rolamentos. Vejamos como manter o seu veículo seguro com uma simples revisão preventiva:

 

1 – Bateria

 

Bateria com Manutenção
Bateria com Manutenção

Normalmente as baterias de moto são seladas, e raramente precisam de manutenção, no caso da velha necessidade de completar água. As baterias geralmente tem um visor com uma “bolinha” onde você pode verificar seu nível de carga. As que não tem, você pode fazer a medição com o multímetro, é barato, e simples de usar.

As que tem de completar o nível, é necessário removê-la. Antes, utilize ferramentas adequadas, e localize a bateria em sua moto que encontra-se no seu manual. Desligue a bateria removendo o polo negativo (preto) e retire da moto. Abra todas as tampinhas (as selada são lacradas) e complete o nível com água destilada, vendida em postos de combustíveis, farmácias, lojas de peças… entre outros. Não use água mineral, nem de torneira.

Limpe sempre os polos de sua bateria, pois a oxidação pode gerar transtornos quando sua moto estiver em movimento. Estando oxidado, basta jogar água quente, que limpará o zinabre. Após a limpeza utilize uma graxa, pode ser líquida, em pasta, a sua escolha.

Bateria Selada
Bateria Selada

Meça com frequência a carga da bateria de sua moto. Se ela ficar mais de uma semana parada, desligue o polo negativo. Isso preserva de transtornos, como descarregamento da bateria. Rode com o seu veículo ao menos uma vez por semana, pois mesmo parada, gera desgaste dos componentes.

Verifique também o sistema de carga (estator – gerador de energia, retificador – regulador de tensão, CCA da bateria – corrente de partida), pois uma falha nestes componentes podem te deixar na rua em situação de risco. Verifique também se há fuga de carga. Evite transtornos.

 

2 – Cabos

Cabos de Moto
Cabos de Moto

É muito importante revisar e lubrificar os cabos de freio, acelerador e embreagem. Imagine você pilotando em um cruzamento de via, e de repente há ruptura desse cabo. Evite transtornos desnecessários, uma simples manutenção preventiva neste componente pode salvar a sua vida, pois trata-se de item de segurança.

 

Oleo Singer
Oleo Singer

Muitos simples de lubrificar, pode-se usar o recomendável óleo singer. Verifique no manual de sua moto como remover o cabo para tal lubrificação. O procedimento é simples e vale a pena conferir periodicamente. Faça a regulagem dos cabos de embreagem, acelerador e freios com frequência. Aqui entra também a verificação dos cabos de vela, verifique se há oxidação neles, pois afeta diretamente no funcionamento da moto e no consumo.

 

3 – Corrente

Corrente de Transmissão
Corrente de Transmissão

Sempre vejo muitas motos com correntes folgadas. Isso causará um terrível acidente, pois ela pode “pular” um dente e travar na roda traseira. Imagine em uma situação de cruzamento de via! Evite riscos desnecessário, faça a lubrificação e regule a corrente regularmente. A cada troca de óleo peça para o mecânico verificar. Todos os dias antes de sair com a moto faça a verificação visual. No manual de sua moto está especificada quanto em centímetros deve ser a folga. Compre uma régua, uma luva, e faça essa simples verificação que pode salvar a sua vida.

Em dias de muita chuva é comum perder lubrificação, pois trata-se de óleo, graxa… entre outros. Há várias opções para lubrificação, limpar a corrente com óleo SAE 80-90 utilizando pincel, escova de dente e bacia, pode utilizar graxa comum, graxa branca, em pasta ou em spray, polímero (é transparente, já utilizei), ou o famoso Motul C3, C4 (eu utilizo o C4 e recomendo, prolonga a vida útil). Também pode ser utilizado o Militec, que fixa melhor na corrente mesmo sob chuva.

A lubrificação periódica prolonga a vida útil, portanto, faça regularmente. Diante de estrada de terra faça a “lavagem” com óleo para tirar as impurezas. Lembre-se que a corrente é responsável por ligar a tração da moto, portanto, isso influencia diretamente no consumo da moto. Sempre tenha em mãos ferramentas básicas para efetuar essa operação em casa. Cheque a folga entre 500 a 1.000 km.

 

4 – Filtro de ar

 

Filtro de Ar Esportivo
Filtro de Ar Esportivo

O filtro de ar é responsável por restringir as impurezas do ar, pois qualquer poeira pode comprometer a vida útil do motor. Alguns filtros de ar são descartáveis, outras podem ser lavados.. Há diversos tipos, os de esponja, os de papelão… verifique no manual de sua moto. Se você circula em local com muita terra, a verificação deve ser imprescindível.

Filtro de Ar Esponja
Filtro de Ar Esponja

Para o filtro de ar com espuma pode-se aplicar o óleo SAE 80-90. Há também os filtros esportivos, que podem ser lavados, além de melhorar a performance da sua moto. Verifique ao menos a cada 1.000 km.

Filtro de Ar Papelão
Filtro de Ar Papelão

 

5 – Freio

Freio a Disco
Freio a Disco

A verificação dos freios são imprescindíveis. Afinal, este componente é responsável por fazê-lo frear. Lógico que você deve utilizar também o freio motor (reduzindo as marchas) e fazer o efeito “catraca” para melhor performance de frenagem. Nos modelos de freio à disco é possível olhar o desgaste das pastilhas a olho nú. Já nos freios a tambor é preciso removê-lo para uma análise mais apurada.

É comum ruído ao frear nos sistemas de freio a tambor que usam lonas. Para tal, basta usar lixa, para igualar a área de desgaste. Também sob chuva é comum os ruídos. Verifique a elasticidade das molas das lonas, pois se ela tiver avariada pode travar a roda, e isso é um risco enorme à sua segurança (já aconteceu isso comigo).

Freio a Tambor
Freio a Tambor

Fique atento ao limite de desgaste das lonas, sempre há uma seta mostrando quando sua vida útil já deu o que tinha que dar. Faça a regulagem frequentemente e evite transtornos. Nos sistemas a disco faça a substituição do fluido de freio a cada dois anos. Não deixe as pastilhas chegarem ao final de sua vida útil, pois compromete os discos.

6 – Óleo do motor

Vareta de Oleo Motor
Vareta de Oleo Motor

O óleo é de estrema importância, e na maioria das motos (diferentemente dos carros), o óleo lubrifica o motor juntamente com o câmbio. E o atrito do câmbio gera limalhas. Portanto verifique no manual as condições de uso de sua moto, e a quilometragem recomendada para sua substituição.Lembre-se que utilizar a moto como motoboy é diferente de usar a moto para viagens, ou para trilhas. Cada condição de uso gera um nível de desgaste, sendo “condição de uso severo” no manual, onde a troca de óleo deve ser reduzida pela metade a do padrão especificado.

API Óleo
API Óleo

A boa qualidade do óleo lubrificante é vital para a durabilidade de seu motor. Utilize os ‘API’s ‘SAE’ mais recentes (SG, SJ, SL, SM…) de acordo com o alfabeto o último é o que utiliza a tecnologia de lubrificação mais recente. Veja no manual de sua moto a especificação do óleo (10W40, 20W50) e dê preferência aos semi-sintético, ou mesmo sintético se estiver disponível, por ter melhor performance. Isso não muda a quilometragem de troca.

Tabela Oleo SAE
Tabela Oleo SAE

Escolha o fabricante de óleo que lhe agrade, o mais importante é manter o padrão de especificação API (ex: SM) e SAE (ex: 10W40), que estão relacionado à viscosidade para qual seu motor foi projetado. Cheque o nível regularmente, a cada 200 km acho suficiente para evitar surpresas. Consulto o manual de sua moto para chegar o nível de óleo. Deve sempre estar entre o mínimo e máximo. Faça a checagem com o motor frio.

Oleo Motor
Oleo Motor

Lembre-se de substituir o filtro de óleo (se houver) a cada troca de óleo (recomendado). Fabricantes dizem poder prolongar em algumas trocas, mas dependendo do custo, vale a pena esse investimento. O motivo é muito simples, no filtro de óleo contém o óleo já queimado e sujo, que se misturará ao óleo novo colocado no motor. Se no manual, na época em que sua moto foi produzida, pedir óleo API SG, certamente você poderá utilizar o mais recente API SM. Jamais o contrário.

7 – Pneu

Pneu Moto
Pneu Moto

Nada mais vergonhoso que ter que empurrar sua moto pelo fato de ter pneu furado. Também dependendo de onde furou você corre sérios riscos. Não podemos evitar que isso ocorra, mas podemos sim nos prevenir. Se for pneu sem câmara sempre confira a calibragem semanalmente, a cada abastecimento e a cada troca de óleo. Sempre tenha em mãos o famoso “macarrão”, vacina de pneu, entre outras opções.

Para os pneus com câmara, a situação é pior. Já furou comigo em alta velocidade, estava com garupa, e havia caminhão atrás. Foi um jogo de braço e experiência que fizeram com que eu consegui-se guiar a moto até parar com segurança. Evite esses transtornos. Há opções de vacina (neste caso o “macarrão” não funciona), além da opção de colocar “fraldinha” dentro dos aros. Essa nova tecnologia pode até colocar os pneus sem câmara (recomendável). Verifique essa possibilidade para o tamanho de seu aro.

Verifique os sulcos de seu pneu, não o deixe chegar ao limite, pois em época de chuva ele perderá o “grip”, ou seja, não irá segurar a moto, e uma queda de moto pode ser fatal, por mais boba que possa parecer.

A parada no posto é uma boa oportunidade para checar a calibragem dos pneus. O procedimento correto é feito com os pneus frios, por isso prefira parar no posto mais próximo – quando o pneu se aquece em contato com o piso, a pressão do ar interno aumenta e a bomba identifica uma pressão maior. Use a pressão indicada pela fabricante da moto no manual do proprietário ou adesivo que costuma ser fixado no braço oscilante da suspensão traseira.

Verifique a validade do pneu (DOT e data de fabricação. Ex: DOT 0500 – quinta semana do ano de 2000), ou seja, os pneus tem validade de cinco anos, e após isso perde a sua estrutura de “grip”. Portanto confira esse número no seu pneu, e compre sempre o mais recente. O pneu também é causa do aumento de consumo.

 

8 – Vela de ignição

Vela de Ignição
Vela de Ignição

Esse componente é responsável por queimar combustível, e esquecido por muitos. Ela causa falhamentos, aumento de consumo, acendimento da luz de injeção no painel entre outras tantas complicações. Verifique o manual de sua moto a quilometragem média de sua substituição. A média de troca pode variar entre 3 a 12 mil km. Confira o código da vela permitida para a sua moto. Há velas “quentes” e “frias” e as intermediárias. Todo fabricante deixa essa margem para substituição na sua moto. Não irei entrar em detalhes técnicos, mas o “quente” e “frio” refere-se ao grau térmico de performance, ou seja, quanto mais quente for, melhor para baixa velocidade, e quanto mais frio for, melhor para altas velocidades. A quente é melhor para a primeira partida. Não brinque com esses números, utilize o recomendável pelo seu fabricante.

Também há opção de regular os eletrodos, além de usar as velas de Irídium, que tem maior resistência e exige menos manutenção. Ou seja, tem longa vida útil, além de melhor performance. Este componente afeta diretamente o consumo da moto.

9 – Óleo de Bengala

Oleo Bengala
Oleo Bengala

Muita gente esquece este importante item. O óleo da bengala é responsável pela estabilidade da moto e sua dirigibilidade. Confira no manual, e substitua um pouco mais cedo ao que se pede por prevenção. Geralmente a cada 12 mil km em alguns modelos é realizada a substituição do óleo. Coloque sempre o nível recomendado pelo fabricante da sua moto. Este componente afeta diretamente o consumo da moto.

10 – Lubrificação de Rolamentos

Rolamento de Roda
Rolamento de Roda

Outro ponto importante esquecido por muitos é a lubrificação dos rolamentos. Sua lubrificação periódica mantém um rodar mais macio da moto, além de melhorar sua dirigibilidade. A falta de manutenção pode ocasionar travamento de roda, e um perigo à sua segurança. Lubrifique também o rolamento da caixa de direção.

Conclusão, Dicas Básicas de Manutenção para Moto:

Com sua moto em dia, dificilmente haverá surpresas. Você poderá pilotar com segurança, viajar tranquilo, sabendo que a manutenção está em dia. Cuide de quem está te conduzindo, pois um veículo não basta somente colocar combustível e rodar, rodar e rodar. Também cuide da questão de combustível, prefira utilizar as Comum em vez de Aditivada, pois esta última é a causa dos males nos sistemas de injeção. Nas carburadas mantenha a limpeza e regulagem com frequência.

Então é isso, poderíamos citar mais coisas, mas no momento essas são as imprescindíveis. Siga essas dicas básicas de manutenção para moto e bons ventos.


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Acompanhe o vídeo de uma revisão completa na minha moto Kasinski Mirage


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